Aliados de Alckmin esvaziam comissão que tentaria convocar secretário

2013-08-09 00:00:00 | Comentários:

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Aliados de Alckmin esvaziam comissão que tentaria convocar secretário

Com a presença de um único deputado governista, a Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa de São Paulo não conseguiu na quarta-feira (7) o quorum necessário para iniciar a reunião que discutiria a convocação de diretores e ex-diretores do Metrô e de integrantes do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Petistas acusaram o governo de patrocinar uma manobra para evitar as discussões.

Dos 11 deputados que compõem o grupo, só 4 apareceram: os três do PT e a tucana Analice Fernandes, que não ficou até o fim da reunião.

"Foi uma estratégia nítida do governo para não dar quorum. Eles não estão querendo conversa, estão é desaparecendo daqui", afirmou o petista Geraldo Cruz.

Os deputados do PT queriam colocar em pauta a votação de seis requerimentos para convocar ou convidar autoridades a prestar esclarecimentos "sobre as denúncias feitas pela Siemens ao Cade de formação de cartel entre empresas em licitações" do governo de São Paulo.

Entre os alvos dos pedidos estão os presidentes do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da Siemens, o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o superintendente do Cade, Vinícius Carvalho.

O deputado Ramalho da Construção, um dos tucanos da comissão, diz que não há "orientação de boicotar quorum". "Nem tem motivo para evitar as convocações, o próprio governo está disposto a apurar as denúncias."

Ele afirmou que não conseguiu ir à reunião na quarta porque teve um compromisso no interior do Estado.

O grupo volta a se reunir na próxima semana, quando os pedidos devem ser analisados. Além da Comissão de Infraestrutura, petistas pretendem apresentar requerimentos de convocação na Comissão dos Transportes.

Para Ramalho, a oposição "quer fazer um teatro para bater no Alckmin". "É estratégia para a imprensa esquecer do mensalão."

Petistas também tentam colher assinaturas para iniciar uma CPI sobre o caso. Tentam também aprovar um requerimento para que a Assembleia possa acumular mais uma comissão de inquérito, já que o limite de cinco já foi atingido.

Fonte: Paulo Gama - Folha de S.Paulo

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